A Radioterapia é a especialidade médica que utiliza radiação ionizante no tratamento de tumores. O radioterapeuta avalia o caso, define a dose, o número de sessões e a região a ser irradiada, com planejamento feito a partir de exames de imagem para concentrar a radiação no alvo e poupar ao máximo os tecidos vizinhos. O tratamento pode ser externo, com aparelhos que direcionam os feixes de fora do corpo, ou interno (braquiterapia), com fontes posicionadas próximas ao tumor. O trabalho é sempre articulado com o oncologista clínico e com o cirurgião.
A radioterapia é empregada em tumores de mama, próstata, pulmão, cabeça e pescoço, colo do útero, reto e sistema nervoso central, entre outros. Pode ser indicada antes da cirurgia para reduzir o tumor, depois dela para tratar a área operada, isolada ou combinada à quimioterapia, conforme o plano definido pela equipe. Também tem uso paliativo, voltado ao alívio de sintomas como dor causada por metástase óssea e sangramentos. Durante as sessões, o médico acompanha o paciente e maneja efeitos colaterais como cansaço, irritação da pele e reações locais.
A consulta com o radioterapeuta costuma acontecer por encaminhamento, depois da confirmação do diagnóstico, para avaliar se a radiação faz parte do plano de tratamento. Leve os exames de imagem, o resultado da biópsia e os relatórios da equipe que acompanha o caso — é esse conjunto que orienta a indicação. Durante o tratamento, avise a equipe se surgirem feridas na pele irradiada, dor ao engolir, febre, diarreia ou piora importante do cansaço. Dúvidas sobre cuidados com a região tratada e sobre a rotina durante as sessões devem ser levadas ao médico antes do início.